vem pousar no meu ombro, amor
e me conta ao pé do ouvido
vem contar tuas feridas
que uma flor se trancou
nesse corpo, jamais desabrochou
que tu dormes nos aposentos
do desencanto floral
E que eu, sou tua vida
Sou teu som, sou Margarida
Sou teu orvalho matinal
tua morada, teu amor final
Diz pra mim beija-flor
que só serás outra vez templo
se sou tua varanda, jardim
Que sem mim é tudo irreal
Me conta tuas desventuras
pelas alturas da vida, enfim
E que nossa alma é rosa
E nosso arco-iris é jasmim


