não tenho medo da morte...
tenho medo dos ratos e sapos
ratos gostam de roer dinheiro
sapos só vivem a coaxar...
o medo é de viver da sorte...
de não poder voar em saltos
de não gritar o tempo inteiro
da noite que sobra ao luar...
e o tremor perante as linhas
do destino cravadas nas mãos
estaria o cruzar das minhas nas tuas
queria que se fundissem em pó...
hoje sonhei que falavas, que vinhas
que o querer teu percorria desvãos
sem saber que eram vias, eram ruas
da minha alma... mas acordei foi só...
.......
aí foi que vi que já morri...
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
domingo, 24 de fevereiro de 2013
antropófaga
pra que vou me contentar com tudo
se tudo pra mim é pouco? é nada!!
poeta atormentada pelas angústias
vindas das terras salvas da luz
esta poeta ama a contravenção
a escuridão das trevas, dos claustros
alheios ao vindouro querer do mundo
que é um querer hipócrita ,ah sim é sim
não o quero pra minha estrada, meu caminho
falsear sentimentos é difícil, fácil são os intentos
corto arestas sinuosamente com serpente
vertiginosa, sinuosa, malemolente e cáustica
e a vida inobjeta... apenas antropógafa...
jamais vegetariana... pois minha carne treme
perante a tua presença , a tua carne!!!
coffee or tea? white wine?
se tudo pra mim é pouco? é nada!!
poeta atormentada pelas angústias
vindas das terras salvas da luz
esta poeta ama a contravenção
a escuridão das trevas, dos claustros
alheios ao vindouro querer do mundo
que é um querer hipócrita ,ah sim é sim
não o quero pra minha estrada, meu caminho
falsear sentimentos é difícil, fácil são os intentos
corto arestas sinuosamente com serpente
vertiginosa, sinuosa, malemolente e cáustica
e a vida inobjeta... apenas antropógafa...
jamais vegetariana... pois minha carne treme
perante a tua presença , a tua carne!!!
coffee or tea? white wine?
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
SABOR VENENO, SABOR MERLOT
chove...chove... em minhas pupilas...
e lá me vem o vento soprar
aquilo que tem de meu e teu...
vem vento leste... que me animas
e olhando pela janela a lua
que é minha e que é tua
que estará sempre iluminando
e receando não ser tocada
te doo meus versos imersos
no meu corrupto querer
e esse querer que é imenso
é louco, é pouco é tudo e nada...
a lua chora pela noite a dentro
cobrindo de vinho meu lamento
e lava a alma com sabor merlot
que sabor terás tu? hummm
sabor de amor? de pecado?
recado? recato? não!! recato não!!
tens sabor de veneno frutal!!
e me envenena as veias
me alimentas do mal...
e lá me vem o vento soprar
aquilo que tem de meu e teu...
vem vento leste... que me animas
e olhando pela janela a lua
que é minha e que é tua
que estará sempre iluminando
e receando não ser tocada
te doo meus versos imersos
no meu corrupto querer
e esse querer que é imenso
é louco, é pouco é tudo e nada...
a lua chora pela noite a dentro
cobrindo de vinho meu lamento
e lava a alma com sabor merlot
que sabor terás tu? hummm
sabor de amor? de pecado?
recado? recato? não!! recato não!!
tens sabor de veneno frutal!!
e me envenena as veias
me alimentas do mal...
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
CONTRACULTURA
Meu corrupto querer
está sempre prostrado
nos desvãos da máfia
que afanou a minha beleza.
Minha vontade é alheia
ao belo e a balela eterna,
que aviam, insistentemente,
todos os dias na minha venta
ouriçada a curiosidade.
E pra quê isso? pra quê?
se nem tenho vontade
de querer , se nem devaneio
quero ter, ainda que tenha
vontades e devaneios
em vão! sim eu sei!
Ainda assim tenho a permissão
de ser humano... não ser mestre...
de não me vender...
Ainda tenho pés... aleijados...
mas tenho , sim tenho pés
pra bater no chão!!
E vou continuar batendo
até que o vizinho demoníaco
do andar de baixo
chame a polícia celestial...
está sempre prostrado
nos desvãos da máfia
que afanou a minha beleza.
Minha vontade é alheia
ao belo e a balela eterna,
que aviam, insistentemente,
todos os dias na minha venta
ouriçada a curiosidade.
E pra quê isso? pra quê?
se nem tenho vontade
de querer , se nem devaneio
quero ter, ainda que tenha
vontades e devaneios
em vão! sim eu sei!
Ainda assim tenho a permissão
de ser humano... não ser mestre...
de não me vender...
Ainda tenho pés... aleijados...
mas tenho , sim tenho pés
pra bater no chão!!
E vou continuar batendo
até que o vizinho demoníaco
do andar de baixo
chame a polícia celestial...
A FORÇA DE CHOPIN
Escutar Chopin me entristece
os veios carnívoros, maléficos
Me afaga o sopro vital, a alma,
me enlaça cegamente a garganta
Sinto pterodáctilos nas entranhas
E como se uma taturana bailasse
na minha cava bucal, é bom demais
Meu peito quase é morto
nem suspiro o ar poluto direito
É como se relaxasse calmamente
em uma dessas piscinas
esquecidas em vias públicas
Até esqueço das minhas tendências assassinas
e lembro quem sou na realidade...
Uma caminhante das lâminas prateadas
de um velha navalha, bebendo merlot,
que gosta de notas florais
É bom demais escutar Chopin!
os veios carnívoros, maléficos
Me afaga o sopro vital, a alma,
me enlaça cegamente a garganta
Sinto pterodáctilos nas entranhas
E como se uma taturana bailasse
na minha cava bucal, é bom demais
Meu peito quase é morto
nem suspiro o ar poluto direito
É como se relaxasse calmamente
em uma dessas piscinas
esquecidas em vias públicas
Até esqueço das minhas tendências assassinas
e lembro quem sou na realidade...
Uma caminhante das lâminas prateadas
de um velha navalha, bebendo merlot,
que gosta de notas florais
É bom demais escutar Chopin!
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
EU GOSTO DA VENTANIA
O cansaço é um fardo leve
pra quem tem vento nas ventas
e assopra no sentido norte
Se a fusão de rio e mar
que nos levam em direção
as terras salvas do clarão
fossem ventos?
Seria uma pororoca dos infernos
Ou seria uma tsunami??
Um tornado de forma máxima!!
Se pelo menos pudesse passar
pela Bahia em fevereiro,
também levassem junto uns bois
e algumas vacas...
Mas eu nunca vi uma vaca voadora...
Boi sim! Isso já vi
e colorido ainda por cima
Eu gosto do vento!
pra quem tem vento nas ventas
e assopra no sentido norte
Se a fusão de rio e mar
que nos levam em direção
as terras salvas do clarão
fossem ventos?
Seria uma pororoca dos infernos
Ou seria uma tsunami??
Um tornado de forma máxima!!
Se pelo menos pudesse passar
pela Bahia em fevereiro,
também levassem junto uns bois
e algumas vacas...
Mas eu nunca vi uma vaca voadora...
Boi sim! Isso já vi
e colorido ainda por cima
Eu gosto do vento!
O CASÓRIO DA JAGUATIRICA
A noiva é meio do lado avesso
E quem quiser ver a jaguatirica
Quem tiver coragem de um louco
Pode ir e comprar um tapa olho
Por que vai ter o olho vazado
E vamos marcar a data do casório
Ah, ainda não se decidiu? Não?
Hummm... E quem não para?
Se o mundo é burro, parar pra quê?
E as tais modas de viola,
No grande arraial eu vou comer raposas
E mesmo assim acordo homem do campo...
e a bosta do casório não saiu,
Pobre do noivo!!
não tinha olhos para ver a sua amada
Ela mesmo os comeu!
Ela mesmo os comeu!
domingo, 3 de fevereiro de 2013
O Poeta e a Vênus
O poeta amando dissolveu sonhos
Lançando prazer em mares risonhos
Como ondas que a pupila inunda
os rios de paz cálida e profunda
Perdeu o medo, construiu a fantasia
com as cores do amor que valia
Ele refez os sonhos, construiu moinho
com as flores que colheu no caminho
dum jardim que emana rima e verso
plantado no seio do seu universo
Poeta fez arranjos compondo carícias
para constelar um lume de delícias
assim fez chorar estrelas em cortejos
enfeitiçar a Vênus dos seus desejos
Fez do colo de sua musa consolos
para minar seus devaneios tolos
Amou o ventre nu que a luz vigia
profanando a deusa em pura magia
Destrançaram um do outro, desgostos
cintilando o Éden no calor dos rostos
O Poeta e a Vênus trocaram corações
fundindo seus corpos e emoções
Libertando do peito o dolo ferido
pintando laços de um tom colorido
Lavou-se o céu com corpos ardentes
Como animais no cio, feras valentes
A alma dos corpos desfez tristezas
pra emanar um oceano de belezas
Corpos envoltos de cumplicidade
nos olhos um reflexo de felicidade
Lançando prazer em mares risonhos
Como ondas que a pupila inunda
os rios de paz cálida e profunda
Perdeu o medo, construiu a fantasia
com as cores do amor que valia
Ele refez os sonhos, construiu moinho
com as flores que colheu no caminho
dum jardim que emana rima e verso
plantado no seio do seu universo
Poeta fez arranjos compondo carícias
para constelar um lume de delícias
assim fez chorar estrelas em cortejos
enfeitiçar a Vênus dos seus desejos
Fez do colo de sua musa consolos
para minar seus devaneios tolos
Amou o ventre nu que a luz vigia
profanando a deusa em pura magia
Destrançaram um do outro, desgostos
cintilando o Éden no calor dos rostos
O Poeta e a Vênus trocaram corações
fundindo seus corpos e emoções
Libertando do peito o dolo ferido
pintando laços de um tom colorido
Lavou-se o céu com corpos ardentes
Como animais no cio, feras valentes
A alma dos corpos desfez tristezas
pra emanar um oceano de belezas
Corpos envoltos de cumplicidade
nos olhos um reflexo de felicidade
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