Observando os degenerados
corações descompassados,
num sincretismo, criando cinismos
cito almas desalmadas
Efetuando, assim, pra mim,
suas insólitas analogias.
Ideias negligentes dos inteligentes
emanam obras analíticas
das essências etílicas
Esgrimando e maquinando
contra a máquina,
com perna cambaleante
de quixote errante
que nunca se curva
segue com visão turva,
sem escamoteadelas
e velhas balelas
A marginália cata e desfaz ilusões
rompendo os corações comedidos
lançando no vale dos desvalidos.
A boemia não falha, é falida
barganhando garrafas de bebida
nas tormentas de vida e calor
Eles têm tino para o amor,
o desespero e o destempero
Também tem a alegria e o dessabor...
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
MEIA MENINA E MOÇA MOLECA É MINHA MULHER
Descansa em meia menina travessuras puras
Loucuras da única cabeça intensa, imensa, imersa
Faz curvas, dobra palavras, embaralha espasmos
por esquinas do universo dos versos imersos
Revestidos em sopros sonoros de um vulto
expulsos de alma valente, ardente coração
como a deusa do espelho de Vênus, voraz.
Costura letras brincando de ser mais mulher
amoldando razões corroídas sem esboçar emoções
Insiste em refazer ingênuos e geniosos desejos
Desiste da geração gasta, sendo ainda moleca
foge da consciência consternada pela lógica real
A matiz dos raios celestes cintila o ser que só quer ser
um caminhante das lâminas prateadas de uma navalha...
TOLA ALMA VORAZ
VOMITO AS VERDADES AOS VENTOS
FÉTIDAS FALÁCIAS NÃO FAVOREÇO
DESFAÇO LAÇOS, MEUS MOMENTOS
MIRANDO POR CAMINHOS ESQUEÇO
DOCES DELEITES, SUAVES VENENOS
INSANOS OS HONORÁRIOS, OS ÔNUS
MAZELAS DE SOLITÁRIOS TERRENOS
ÓPIO DOLOSO! OS LÁBIOS DA VÊNUS
LUZ, LUCIDEZ, PONTES DO DESSABOR
BASTA! DIRIA SHAKESPEARE AMANDO
CHEGA DE RAZÃO, PRECISO DE AMOR
E COMO OS LOUCOS SIGO SONHANDO
FÉTIDAS FALÁCIAS NÃO FAVOREÇO
DESFAÇO LAÇOS, MEUS MOMENTOS
MIRANDO POR CAMINHOS ESQUEÇO
DOCES DELEITES, SUAVES VENENOS
INSANOS OS HONORÁRIOS, OS ÔNUS
MAZELAS DE SOLITÁRIOS TERRENOS
ÓPIO DOLOSO! OS LÁBIOS DA VÊNUS
LUZ, LUCIDEZ, PONTES DO DESSABOR
BASTA! DIRIA SHAKESPEARE AMANDO
CHEGA DE RAZÃO, PRECISO DE AMOR
E COMO OS LOUCOS SIGO SONHANDO
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
AROMA DE AURORA
Um cantar risonho em desejos para sonhar
Admirável mundo novo que vem encantar
Contornos vitais em aromas e notas adamadas
Laborados devaneios das manhãs ensolaradas
Gracejos dos ares aos meus cabelos, minha tez
Soando o coro das aves nos ninhos da altivez
Me perco no cheiro das flores e sigo a poemar
Nada é salvo aos sentidos dum universo solar
Mistérios avulsos emanam matizes enluaradas
Luzes celestes assistem as entranhas cintiladas
Sonhos fortalecidos na mente em total calidez
Transmigração do sereno ser completou, se fez
Admirável mundo novo que vem encantar
Contornos vitais em aromas e notas adamadas
Laborados devaneios das manhãs ensolaradas
Gracejos dos ares aos meus cabelos, minha tez
Soando o coro das aves nos ninhos da altivez
Me perco no cheiro das flores e sigo a poemar
Nada é salvo aos sentidos dum universo solar
Mistérios avulsos emanam matizes enluaradas
Luzes celestes assistem as entranhas cintiladas
Sonhos fortalecidos na mente em total calidez
Transmigração do sereno ser completou, se fez
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
SEM COMPROMISSO
POETA VADIO, VAGADOR TROVADOR
ATURDIDA VOZ, VENTANIA, VÉUS, ILUSÕES
ATULHADA DE AMORES, MEDOS, MITOS
SENTIDO INVERSO, UNIVERSO ANIMAL
MAR DE PÓ EM VIELAS DE REALIDADE
RETRATO DITO ARQUÉTIPO HUMANO
GRITO CISMAS AO VENTO NORDESTE
VOAM EM SOLENE SOL, ARES, AURORA
AGUERRIDA EM SONHAR MARASMOS
"DESSONHO" VENCER MOINHOS DE FÉ
SOFISMAS, IRRACIONALIDADES, MALES
CANTO UM DESEJAR EM VELHOS VERSOS
COERÊNCIA BONITA, CASADA LÓGICA
PRINCIPIANDO A VOZ DOS DESEJOS
LARGO MIGALHAS PELO CAMINHO
AMANDO PELO AVESSO
Em dias de cálida chuva há tormentas sem ventos
Nos lençóis há um degelo tórrido que em mim deságua
Súbitos são os serenos , letais venenos meus intentos
permeiam rios fervorosos do tédio, dor, ira e mágoa
Voltaire entoa meus pensamentos psicopatológicos
Distúrbios sedentos de nossos jogos e prosas vadias
dos desentendimentos, do subúrbio ideológico,
das saias levantadas, das palmadas, tudo que valia
Hoje te assassino em lembranças que mergulham
no caos do esquecimento tardio, nas ruas da ilusão
Por que amaste tão mal? aqueles não te amam
Mas o atual, é um ato falho, me falta o coração
Um lume tão constelado, hoje, consternado, oco
Seco de pena, de luz... Um brinde ao dessabor, eu mereço!
Se ainda te doo estas minhas palavras, seu moço,
é que ainda amo! Continuo amando pelo avesso!!
Nos lençóis há um degelo tórrido que em mim deságua
Súbitos são os serenos , letais venenos meus intentos
permeiam rios fervorosos do tédio, dor, ira e mágoa
Voltaire entoa meus pensamentos psicopatológicos
Distúrbios sedentos de nossos jogos e prosas vadias
dos desentendimentos, do subúrbio ideológico,
das saias levantadas, das palmadas, tudo que valia
Hoje te assassino em lembranças que mergulham
no caos do esquecimento tardio, nas ruas da ilusão
Por que amaste tão mal? aqueles não te amam
Mas o atual, é um ato falho, me falta o coração
Um lume tão constelado, hoje, consternado, oco
Seco de pena, de luz... Um brinde ao dessabor, eu mereço!
Se ainda te doo estas minhas palavras, seu moço,
é que ainda amo! Continuo amando pelo avesso!!
domingo, 13 de janeiro de 2013
SEM TÍTULO E SEM SACO TAMBÉM
QUERO, POR FAVOR, SER AMADA
DA MANEIRA QUE INTERPRETO O AMOR
E SE COM TAL INTENTO NÃO FOR,
O AGRADEÇO! MUITO OBRIGADA!
AINDA PREFIRO SEGUIR ASSIM
QUERO SER DONA DE MIM
SENDO MAL AMADA MAL FALADA
MAS COM A ALMA LAVADA
PREFIRO FICAR CÁ, NA SOLIDÃO...
SOZINHA, EM CALABOUÇOS MENTAIS
NOS CLAUSTROS LETAIS DA ESCURIDÃO
NA CORJA DOS DESVALIDOS ANORMAIS
SEM TER RELIGIÃO E POR QUE NÃO!
POR QUE TENHO QUE LEMBRAR DO PAI
PAI DE QUEM? DO NEGRO? DO ANCIÃO?
OU BRANCOS? RICOS? LINDOS? POR AÍ VAI..
POR QUE PRECISO DE FILHO, PRA GASTAR??
COM ALGUÉM QUE TERÁ A OBRIGAÇÃO
SOCIAL, DE MIM NA VELHICE CUIDAR??
ISSO MAIS ME PARECE UM NARCISISMO, NÃO?
POR QUE TENHO QUE LER FILOSOFIAS
BÍBLIAS, ROMANCES, ANTIGOS LEGADOS
PSICOLOGIAS?? ORAS... BASTA DE ANALOGIAS!!
NINGUÉM OLHA MESMO PRA QUEM ESTÁ AO LADO
E POR QUE TENHO QUER VIGIAR A VIDA ALHEIA
NÃO GOSTO DISSO, ATÉ PARECE UM PRECIPÍCIO
UMA VIDA DADA POR UM PAI QUE SACANEIA
VIVA ASSIM , VIVA POR MIM, É ESTE O PRINCÍPIO
AI MULHER, VOCÊ É LOUCA! VÁ AO ANALISTA!
MAS ISSO EU JÁ SOU! AINDA QUE EU EVITE...
É MELHOR FICAR SEM "ÔNUS" NO MEU PONTO DE VISTA
SEM FILHOS AMORES, E UM DEUS QUE NEM ME ASSISTE!!!
AH! PRO INFERNO... TALVEZ SEJA LEGAL LÁ...
MAS ACHO QUE NEM ISSO HÁ...
PELO MENOS AINDA TENHO O "CHICO BUARQUE"...
DA MANEIRA QUE INTERPRETO O AMOR
E SE COM TAL INTENTO NÃO FOR,
O AGRADEÇO! MUITO OBRIGADA!
AINDA PREFIRO SEGUIR ASSIM
QUERO SER DONA DE MIM
SENDO MAL AMADA MAL FALADA
MAS COM A ALMA LAVADA
PREFIRO FICAR CÁ, NA SOLIDÃO...
SOZINHA, EM CALABOUÇOS MENTAIS
NOS CLAUSTROS LETAIS DA ESCURIDÃO
NA CORJA DOS DESVALIDOS ANORMAIS
SEM TER RELIGIÃO E POR QUE NÃO!
POR QUE TENHO QUE LEMBRAR DO PAI
PAI DE QUEM? DO NEGRO? DO ANCIÃO?
OU BRANCOS? RICOS? LINDOS? POR AÍ VAI..
POR QUE PRECISO DE FILHO, PRA GASTAR??
COM ALGUÉM QUE TERÁ A OBRIGAÇÃO
SOCIAL, DE MIM NA VELHICE CUIDAR??
ISSO MAIS ME PARECE UM NARCISISMO, NÃO?
POR QUE TENHO QUE LER FILOSOFIAS
BÍBLIAS, ROMANCES, ANTIGOS LEGADOS
PSICOLOGIAS?? ORAS... BASTA DE ANALOGIAS!!
NINGUÉM OLHA MESMO PRA QUEM ESTÁ AO LADO
E POR QUE TENHO QUER VIGIAR A VIDA ALHEIA
NÃO GOSTO DISSO, ATÉ PARECE UM PRECIPÍCIO
UMA VIDA DADA POR UM PAI QUE SACANEIA
VIVA ASSIM , VIVA POR MIM, É ESTE O PRINCÍPIO
AI MULHER, VOCÊ É LOUCA! VÁ AO ANALISTA!
MAS ISSO EU JÁ SOU! AINDA QUE EU EVITE...
É MELHOR FICAR SEM "ÔNUS" NO MEU PONTO DE VISTA
SEM FILHOS AMORES, E UM DEUS QUE NEM ME ASSISTE!!!
AH! PRO INFERNO... TALVEZ SEJA LEGAL LÁ...
MAS ACHO QUE NEM ISSO HÁ...
PELO MENOS AINDA TENHO O "CHICO BUARQUE"...
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Os Genes dos Gênios
O que vós tens? O que são os genes dos gênios...?
Geniosos gênios, ingênuos, amenos...
Olhares, milhares, fugazes, afáveis
Seus loucos de pedra!! Poetas Malditos!! Bandidos!!
Benditos Gênios!! Geniosos Geniais
Animais de Alma Valente!!
O que vós tens na mente??
O que vós tens em vossos genes??
Como foi feita essa construção?? Com emoção??
Onde está a desconstrução dos Canais Antológicos??
Analógicos, Antigos, Anacrônicos, Sinfônicos...
Ruidosos, Caudalosos, Valiosos,
Em ''rebordosos'' corações, sem emoções
Depende da hora, das horas... Oras...
Quem nunca viu um louco Quixote gritando, lutando
contra os seus moinhos de ventos intrínsecos,
secos em seus ecos na alma seca de vaidade??
Na minha idade, na realidade sou tudo e nada...
Amada e desalmada... desbocada... aloucada... adocicada...
Mas isso não me faz um gênio, com os malditos genes
Apenas há inveja deles... Os grande heróis da humanidade
Ai que saudade que me deu... do tempo
que eu bailava, flutuava sobre os pés do velho avô
Achava que era tal qual eles . Ah aqueles...
Os Gênios Geniosos da Genialidade sub-sobre-humana...
Mas ainda me sobra o "cantar" no peito rasgado... Uns escritos vagabundos... e um violino que nem sei ainda tocar... E roda onde dançar...
Geniosos gênios, ingênuos, amenos...
Olhares, milhares, fugazes, afáveis
Seus loucos de pedra!! Poetas Malditos!! Bandidos!!
Benditos Gênios!! Geniosos Geniais
Animais de Alma Valente!!
O que vós tens na mente??
O que vós tens em vossos genes??
Como foi feita essa construção?? Com emoção??
Onde está a desconstrução dos Canais Antológicos??
Analógicos, Antigos, Anacrônicos, Sinfônicos...
Ruidosos, Caudalosos, Valiosos,
Em ''rebordosos'' corações, sem emoções
Depende da hora, das horas... Oras...
Quem nunca viu um louco Quixote gritando, lutando
contra os seus moinhos de ventos intrínsecos,
secos em seus ecos na alma seca de vaidade??
Na minha idade, na realidade sou tudo e nada...
Amada e desalmada... desbocada... aloucada... adocicada...
Mas isso não me faz um gênio, com os malditos genes
Apenas há inveja deles... Os grande heróis da humanidade
Ai que saudade que me deu... do tempo
que eu bailava, flutuava sobre os pés do velho avô
Achava que era tal qual eles . Ah aqueles...
Os Gênios Geniosos da Genialidade sub-sobre-humana...
Mas ainda me sobra o "cantar" no peito rasgado... Uns escritos vagabundos... e um violino que nem sei ainda tocar... E roda onde dançar...
PIPOQUINHA - PARTE II
Uns filmes legais...
O que há de interessante em comum são os comportamentos intempestivos dos artistas envoltos nas tramas.
Acho que embasado em uma ótica da "psico-neurociência", poderia ser um gene em comum...
O Gene dos Gênios!
Hummm isso dará um belo escrito...
O que há de interessante em comum são os comportamentos intempestivos dos artistas envoltos nas tramas.
Acho que embasado em uma ótica da "psico-neurociência", poderia ser um gene em comum...
O Gene dos Gênios!
Hummm isso dará um belo escrito...
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
O Vale dos Menestréis
Nem eu sei se nasci menestrel
no papel descobri que vale voar sem asas
nas asas da imaginação, e por que não?
E me juntando ao Vale dos Menestréis
Um dia eu disse que o som que emana do Violino
é como o véu de um murmuro, um sussurro fiel da alma de lama
expurgando os fantasmas do ócio das entranhas lunáticas
Fantásticas fabulosas sonatas intergalácticas
Entre mim e Paganini , aí ninguém paga as fábulas
As fábulas celestiais, lá no céu de vento, que nem céu pode ser
Mas Rachmaninoff se ouve em silêncio rompendo o ar...
e as montanhas... o barulho das caudalosas nascentes de um escrito finito
Infindo é o Vale dos Menestréis...
Vale onde ser aceito nem vale tanta coisa
E ainda que eu seja maluca em fase de desmalucamento
apenas lamento o fato de nem nascer um Mágico Menestrel...
no papel descobri que vale voar sem asas
nas asas da imaginação, e por que não?
E me juntando ao Vale dos Menestréis
Um dia eu disse que o som que emana do Violino
é como o véu de um murmuro, um sussurro fiel da alma de lama
expurgando os fantasmas do ócio das entranhas lunáticas
Fantásticas fabulosas sonatas intergalácticas
Entre mim e Paganini , aí ninguém paga as fábulas
As fábulas celestiais, lá no céu de vento, que nem céu pode ser
Mas Rachmaninoff se ouve em silêncio rompendo o ar...
e as montanhas... o barulho das caudalosas nascentes de um escrito finito
Infindo é o Vale dos Menestréis...
Vale onde ser aceito nem vale tanta coisa
E ainda que eu seja maluca em fase de desmalucamento
apenas lamento o fato de nem nascer um Mágico Menestrel...
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Zimbo Trio - Atrás Da Porta (Chico Buarque)
Atrás da Porta
Chico Buarque
Quando olhaste bem nos olhos meus
E o teu olhar era de adeus
Juro que não acreditei, eu te estranhei
Me debrucei sobre teu corpo e duvidei
E me arrastei e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
No teu peito, teu pijama
Nos teus pés ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho
Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que ainda sou tua...
domingo, 6 de janeiro de 2013
OLHAR SOBRE CARL RICHARD S JOHNSON
O QUE É ARTE?
ARTE É A CAPACIDADE DE MANIPULAR "O POUCO" E ASSIM FAZÊ-LO CRESCER...
AFINAL, QUANTO CUSTA UMA TELA, UNS PINCÉIS E ALGUMAS NUANCES DE TINTA??
CUSTA "POUCO"!!
E COM POUCO CARL RICHARD FEZ MUITO... MUITO MAIS QUE ALGUMAS TELAS. ELE CONSEGUIU RETER EM UM ESPAÇO LIMITADO A ESSÊNCIA DO BELO DA MULHER... DA SIMPLICIDADE DO SER FEMININO...
BORBOLETAS NA JANELA
BORBOLETAS NA JANELA
ASSIM QUE ACORDEI, ABRI TODAS AS JANELAS
E OLHA SÓ, BORBOLETAS... LÁ ESTAVAM ELAS
UM POUCO BRANCAS, VERDES E MEIO AMARELAS
TÃO GRACIOSAS, TÃO DELICADAS, TÃO BELAS
QUIS ATÉ PEGÁ-LAS, MAS SEM MUITAS CAUTELAS
NEM CONSEGUI ME TORNAR TOTAL DONA DELAS
E PENSANDO UM POUQUINHO NESSAS MAZELAS
NÃO É JUSTO ME EMPOSSAR DA VIDA DAQUELAS
QUE FAZEM AS MANHÃS DE DOMINGO SINGELAS
ASSIM AS DEIXEI IR! BORBOLETAS, QUÃO BELAS!
ELAS SABEM VIVER, APENAS VIVEM A VIDA DELAS
VIVEM A VOAR SEM MEDO, EM MINHAS JANELAS,
PARECENDO UM PINTURA DIVINA, SEM TELAS...
sábado, 5 de janeiro de 2013
PAULINHO PEDRA AZUL - " Olhar de Juliana"
Parafraseando o nosso nem tão querido LULA
Nunca na história deste país...rsrs
Eu tive ciência de uma canção tão, mas tão parecida com este SER sem voz que vos fala...
Um SER que vive com a cabeça na LUA, na dispersão do abstrato,
na fuga da razão, no inconsciente arquétipo...
Enfim... SENDO UM SER, QUE SER NENHUM SABERIA DIZER SE É SER
OU SE SER NEM SER SERÁ...
Nunca na história deste país...rsrs
Eu tive ciência de uma canção tão, mas tão parecida com este SER sem voz que vos fala...
Um SER que vive com a cabeça na LUA, na dispersão do abstrato,
na fuga da razão, no inconsciente arquétipo...
Enfim... SENDO UM SER, QUE SER NENHUM SABERIA DIZER SE É SER
OU SE SER NEM SER SERÁ...
NA ROTA DA DISPERSÃO DO SER QUE QUERO...
Ainda que seja tarde e me falte verdade
Na rota de ilusão traço meu desejo de sonhar
Assim passo as tardes em sofreguidão e saudade
Na ávida precisão de querer o ócio de amar
Enquanto eu não descobrir o sentido do ar
Na dispersão das estrelas sem luminosidade
Sem a vivaz nota da magia do calor solar
A razão perde-se da intuição, perde-se a idade
Dividindo a solução em agonia e eternidade
E sem perceber haverá a festa, vamos cantar
Mas os cães ladrarão sem euforia, sem maldade
Apenas pelo efêmero e enfadonho ato de ladrar
É sempre assim com doze mistérios a sondar
A ferida dos lazarentos mentais sem iniquidade
Pois as sombras de seus corações foram se alinhar
Na linha dos desvalidos da beira da insanidade
Alceu Valença - Romance da Bela Inês
Olhando em um espelho uma Mulher é capaz de enxergar o SER interior
Ela sabe que nos olhos há grandes verdades e incontáveis ilusões
E assim ela mergulha na imensidão dos seus terrenos...
Vê que suas asas a levam para voar no Alem-Mar
Ainda que seus pés inválidos a retenha em Porto Seguro...
Ela sabe que nos olhos há grandes verdades e incontáveis ilusões
E assim ela mergulha na imensidão dos seus terrenos...
Vê que suas asas a levam para voar no Alem-Mar
Ainda que seus pés inválidos a retenha em Porto Seguro...
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
O LIVRO DE OURO DA MITOLOGIA
O QUE SÃO OS MITOS?
SÃO MENTIRAS QUE SERVEM PARA NOS ENSINAR UM LIÇÃO!
UM SOFISMA, UMA MENTIRA MASCARADA DE VERDADE!
E QUAL É A MELHOR MANEIRA DE ENSINAR UMA CRIANÇA, SENÃO
COM MITOS?
NOS TEMPOS DA GRÉCIA ARCAICA TODAS AS CRIANÇAS SABIAM A ILÍADA "DE COR" = DE CORAÇÃO...
E ESTE LIVRO FALA ISSO, MITOS, QUE DEVEM SIM, SE MOLDAR AO TEMPO, POR QUE NÃO?
MAS JAMAIS , ENDOSSO, JAMAIS SEREM TRANSFIGURADAS, DETURPADAS EM SUA ESSÊNCIA!!
ESSÊNCIA ESSA QUE É DE ENSINAR A ARTE DE VIVER E AMAR!!
Aimi Kobayashi & Chopin
Aimi Kobayashi
Uma virtuose
Desde a mais tenra idade sente a música...
Vive a música em toda a sua plenitude
Como um sublime sopro transcendental...
Coroado ao som de Chopin!
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
SER ALADO
VERIA A PORTA SE ABRIR E SAIR A SEDE
NO VENTRE DA TERRA O SOL ALUCINADO DESCANSA
COM BOCA E OLHOS IMPACIENTE EM CREPUSCULAR
E DO MOTIVO QUE SEJA MÁGICO E SEM INSPIRAÇÃO
COMO A ENGENHARIA DO
VÔO DO BESOURO
A CAPABILIDADE DE SER SEM AMAR A CHUVA
A LUTA DAS ÁGUAS MORTIFICANDO A ROCHA
POR BRILHO DA SIMPLICIDADE DO SIM
E POR INCISÃO METICULOSA DA NEGATIVA
AINDA ASSIM EU VOARIA COM ELAS
E SE FOREM DE CERA , COMO AS DE ÍCARO
E POR MAIS VIRGINAL QUE FOR A DOR
DE NÃO PODER ADMIRAR O ASTRO-REI
EU VOARIA, E VOARIA COMO UMA GAIVOTA
VOARIA NA PLENITUDE DO SER VOADOR
NA CONTEMPLAÇÃO EFÊMERA DE SER ALADO...
IR-SE-A O SONHO PRESO NO SENTIDO
DIGO A MIM QUE NÃO VÁ
NA AMARGURA DA RAZÃO
MEU ÂMAGO VAI SECAR
E AS ESTRELAS, POBRES, TÃO AMADAS
TÃO VENERADAS, TÃO ATROZES
DEIXEM-AS EM PAZ
TUDO É ILUSÃO, APENAS CÉU
E NO SENTIDO ÁVIDO DA VERDADE
POR AÍ SE ACABAR A CANOA
DO RIO DAS RUAS DESCONEXAS
PERDER-SE-A O VÔO DAS SERPENTES
E NADA NEM NINGUÉM PARTIU...
DIGA DEPRESSA QUE QUANDO EU
FICAR NA LIRA DO ABSTRATO
NO ENTARDACER DO SONHO DESEJO
A MINHA IDADE DA RAZÃO ACABOU.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
PIPOQUINHA - Parte I
Filme sobre a Nona de Beethoven e tudo o que cercou a sinfonia.
O desejo proibido, a ira de um desencontro, o dessabor da ausência da sua verdadeira amada...
Enfim, o que fez a sinfonia ser de tão rara beleza!!
Link do filme completo: http://www.youtube.com/watch?v=BnvwMxsrrRE
Cândido Ou Otimismo - Voltaire
Uma obra realmente muito boa!
Sem dissertação, sem narrativa da minha parte! Apenas uma observação, ou questão: Pelo qual motivo devemos que temer e nos ater as leis, as regras sendo que cada um de nós somos diferentes, com pontos de vista de diferente, com necessidades diferentes...???
Mas há uma Apresentação Nélson Jahr Garcia que é muito boa!
“Cândido”
é uma das obras mais conhecidas de Voltaire.
O texto contrapõe ingenuidade e esperteza, desprendimento e
ganância, caridade e egoísmo, delicadeza e violência, amor e ódio. Tudo isso
mesclado com discussões filosóficas sobre causas e efeitos, razão suficiente,
ética.
Como sempre Voltaire expõe suas concepções com fina ironia, sem
abandonar o sarcasmo de quando em vez. O romance, em todos e cada um dos seus
parágrafos, caracteriza-se como uma sátira às idéias de Leibnitz.
Leibnitz afirmara, pelo menos assim entendeu Voltaire, que o mundo
é o melhor possível, que Deus não poderia ter construído outro e que tudo
corria às mil maravilhas.
Voltaire não podia partilhar dessa mesma visão otimista, suas
idéias tinham resultado em prisões e perseguições a tal ponto que, por volta de
1753, já não podia fixar-se, sem risco, em lugar algum da Europa.
Cândido foi expulso de onde morava, foi preso e torturado, perdeu
sua amada, seus melhores amigos; em todos os casos com requintes de crueldade.
Mas a cada um desses fatos, meditava sobre como explicar o melhor dos mundos
possíveis, sempre com deboche mais ou menos sutil.
Como é peculiar a todos os seus trabalhos,o filósofo também
criticou acidamente os costumes, a cultura, as artes.
Sobre as relações entre sexos, uma passagem merece ser mencionada:
“Um dia, em que passeava
nas proximidades do castelo, pelo pequeno bosque a que chamavam parque,
Cunegundes viu entre as moitas o doutor Pangloss que estava dando uma lição de
física experimental à camareira de sua mãe, moreninha muito bonita e dócil.
Como a senhorita Cunegundes tivesse grande inclinação para as ciências,
observou, sem respirar, as repetidas experiências de que foi testemunha; viu
com toda a clareza a razão suficiente do doutor, os efeitos e as causas, e
regressou toda agitada e pensativa, cheia do desejo de se tornar sábia, e
pensando que bem poderia ela ser a razão suficiente do jovem Cândido, o qual
também podia ser a sua.”
Nem mesmo as falcatruas das manufaturas européias ficaram
esquecidas:
“...levou-o para casa,
limpou-o, deu-lhe pão e cerveja, presenteou-o com dois florins, e até quis
ensinar-lhe a trabalhar na sua manufatura de tecidos da Pérsia fabricados na
Holanda.”
Sugestiva é a menção sobre a recompensa divina para o mal menor:
“Tínhamos um imame muito
devoto e compassivo, que lhes pregou um belo sermão, persuadindo-os a que não
nos matassem.
— Cortai – disse ele –
apenas uma nádega a cada uma dessas damas, e com isso vos regalareis. Se for
necessário mais, tereis outro tanto daqui a alguns dias. Deus recompensará tão
caridosa ação, e sereis socorridos.”
Não faltou a referência à relação entre exploradores e explorados,
e à hipocrisia dos poderosos.
“Já estiveste então no
Paraguai? – indagou Cândido.
— É verdade. Servi de
fâmulo no colégio de Assunção, e conheço o governo dos Padres como conheço as
ruas de Cádiz. É uma coisa admirável esse governo. O reino já tem mais de
trezentas léguas de diâmetro; é dividido em trinta províncias. Os padres ali
têm tudo, e o povo nada; é a obra prima da razão e da justiça. Quanto a mim,
não conheço nada mais divino do que os Padres, que aqui fazem guerra ao rei de
Espanha e ao rei de Portugal, e que na Europa confessam esses reis; que aqui
matam espanhóis e em Madrid os mandam para o céu: isto me encanta.”
E com que graça se refere à simplicidade da riqueza e do luxo:
“Entraram numa casa muito
simples, pois a porta era apenas de prata e as salas modestamente revestidas de
ouro, mas tudo trabalhado com tanto gosto que nada ficavam a dever aos mais
ricos lambris. A antecâmara, na verdade, era incrustada somente de esmeraldas e
rubis; mas a harmonia do conjunto compensava de sobra essa extrema
simplicidade.”
O respeitabilíssimo Homero não escapou das farpas:
“Cândido, ao ver um Homero
magnificamente encadernado, elogiou o ilustríssimo quanto ao seu bom gosto.
— Eis – disse ele – um
livro que fazia as delícias do grande Pangloss, o maior filósofo da Alemanha.
— Pois não faz as minhas –
disse friamente Pococurante. – Fizeram-me acreditar outrora que eu sentia
prazer em lê-lo; mas essa repetição contínua de combates que todos se
assemelham, esses deuses que agem sempre para nada fazer de decisivo, essa
Helena que é o motivo da guerra e que mal entra na peça; essa Tróia que cercam
e não tomam, tudo isso me causava um mortal aborrecimento. Perguntei a eruditos
se eles se aborreciam tanto quanto eu nessa leitura. Os que eram sinceros
confessaram-me que o livro lhes tombava das mãos, mas que sempre era preciso
tê-lo na biblioteca, como um monumento da Antigüidade, é como essas moedas
enferrujadas que não podem circular.”
Foi nesse romance que Voltaire escreveu uma de suas mais célebres
frases. Após ouvir uma breve dissertação sobre o perigo das grandezas, que
todos os acontecimentos estavam devidamente encadeados no melhor dos mundos
possíveis, que todo o sofrimento de Cândido acabara por reverter em benefícios,
Cândido, candidamente, respondeu:
“— Tudo isso está bem
dito... mas devemos cultivar nosso jardim.”
Ever So Lonely/Eyes/Ocean - Sheila Chandra
Esta música é quase uma "morte"...
Te faz sair do corpo, se perder na imensidão do universo do "SER"
Tradução da letra
Sempre tão solitário
Sempre tão solitário sem você
Sempre tão solitário
Afundando em seus olhos
E tudo que eu vejo
O amor é um oceano e você para mim
Afundando em seus olhos
seus olhos
São tudo que eu vejo
Seu amor é um oceano
Um oceano se recusa nenhum rio
Sempre tão solitário
Um oceano se recusa nenhum rio
Esperando o momento
Quando pode ser
sós
Sozinho juntos eternamente
O oceano, o oceano se recusa nenhum rio
O oceano, o oceano se recusa nenhum rio
Sempre tão solitário
Sempre tão solitário sem você
seu oceano
Seu oceano recusa nenhum rio
Te faz sair do corpo, se perder na imensidão do universo do "SER"
Tradução da letra
Sempre tão solitário
Sempre tão solitário sem você
Sempre tão solitário
Afundando em seus olhos
E tudo que eu vejo
O amor é um oceano e você para mim
Afundando em seus olhos
seus olhos
São tudo que eu vejo
Seu amor é um oceano
Um oceano se recusa nenhum rio
Sempre tão solitário
Um oceano se recusa nenhum rio
Esperando o momento
Quando pode ser
sós
Sozinho juntos eternamente
O oceano, o oceano se recusa nenhum rio
O oceano, o oceano se recusa nenhum rio
Sempre tão solitário
Sempre tão solitário sem você
seu oceano
Seu oceano recusa nenhum rio
ORQUÍDEAS
As Orquídeas
Penso que de todas as flores são elas, as orquídeas, as mais parecidas com as mulheres...
São vivas, coloridas, diferentes... Entre elas as histórias são diversas, mil, quiçá milhões !
Em cada uma , há uma beleza diferente e original.
São de difícil trato, mas se bem tratadas, estão sempre prontas para amar...
Algumas raras, outras parecidas, algumas são lenda, outras apenas existência.
Elas são como bruxas encantadas com a capacidade de te prender, de te paralisar sem mover uma pétala.
Uma ligação com o Poder do Feminino...
A virtude involuntária e arbitrária do Poder do Feminino!!
Penso que de todas as flores são elas, as orquídeas, as mais parecidas com as mulheres...
São vivas, coloridas, diferentes... Entre elas as histórias são diversas, mil, quiçá milhões !
Em cada uma , há uma beleza diferente e original.
São de difícil trato, mas se bem tratadas, estão sempre prontas para amar...
Algumas raras, outras parecidas, algumas são lenda, outras apenas existência.
Elas são como bruxas encantadas com a capacidade de te prender, de te paralisar sem mover uma pétala.
Uma ligação com o Poder do Feminino...
A virtude involuntária e arbitrária do Poder do Feminino!!
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