mesmo que os mistérios do universo
se oponham ao meu corrupto querer,
o desejo de mergulhar em mar revolto
não será banido do sonho vívido
ainda que o medo da luz me fascine
como um véu que reflete o vermelho
envolvido na tez engenhosa do ser
me fale que tenha todo o cuidado
preciso me alimentar desse veneno
que ataca minha alma esfumaçada
se a espera é agonia e eternidade
meu querer está prostrado a nós
quero que venha aos meus braços
eu duelarei com meus fantasmas
espalharei flores pelo caminho
para perfumar a física universal
e as mudanças virão sim cálidas
para celebrar em ti o jeito certo
de fazer todas as coisas em cores
que enfeitam o arco-íris daqui
sei o que está lá fora, os segredos
que tua névoa entoa na razão
sem vontade de achar em mim
os desvãos em contraluz cega
e eu que através do tempo amava
sem saber quem é o descobridor
que serve a luz, os cavaleiros
que servem terras salvas do fogo
serpenteando voltas eu sirvo a ti
pois o coração não sabe mentir

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