terça-feira, 3 de setembro de 2013

Habitué da Lua

Quero Nave Mãe, talvez até manhã...
A manha de anjo para sonhar
Quero sonho... Querubim sonhador
Quero sair, enfim, pelo ar
Ter asas, quem sabe? Pode voar!
Talvez um pterodáctilo, borboletas...
Tomar whisky com marcianos
Andar de alma nua ao redor do universo
Plantar girassóis, versos solares
Amanhecer na lua contemplando as estrelas
Contando as primeiras grandezas universais
Como supernova que ouve pela primeira vez
"Sonata ao Luar" de um... " Não sei de onde"!
Talvez lá da rua...Não sei...
Só sei que sou Habitué da Lua...
Sou um puro-sangue de sonhador!!




quinta-feira, 25 de julho de 2013

Verso Universal

Hoje eu quis te compor
um belo verso musical
nem sabe o que fiz, amor
fiz um singelo madrigal
quis roubar a lua em favor
desse meu canto marginal
e ele surgiu com primor
nos tons da aurora boreal
era sábio, sonoro e acolhedor
como sonhos de uma vestal

E construí como um sonhador,
nele cantei teu olhar animal
que me evocam com ardor
cantei meu desejo atemporal
que o tempo desfez em dor
ele é teu Deus angelical...








quinta-feira, 7 de março de 2013

beija- flor

Desce, desce beija-flor
vem pousar no meu ombro, amor
e me conta ao pé do ouvido
vem contar tuas feridas
que uma flor se trancou
nesse corpo, jamais desabrochou
que tu dormes nos aposentos
do desencanto floral
E que eu, sou tua vida
Sou teu som, sou Margarida

Sou teu orvalho matinal
tua morada, teu amor final
Diz pra mim beija-flor
que só serás outra vez templo
se sou tua varanda, jardim
Que sem mim é tudo irreal
Me conta tuas desventuras
pelas alturas da vida, enfim
E que nossa alma é rosa 
E nosso arco-iris é jasmim


segunda-feira, 4 de março de 2013

choro

O céu negro vem aproximar 
já sem luar, a noite em desmaio, 
primeiros raios reluzem solidão
o dia sangrando como orvalho
ardendo a dor que levou
meu amor, ilusão, eu chorei
fiquei sem dançar sob o sol 
o oceano de flores mortas
em horizonte de uma nota
coloria a triste imensidão
foi quando saudade me abateu
nascem flores chorosas
na olhar meu, no amar meu
sigo meu canto tristemente
cantando para o nada sempre
espalhado em cinzas amorosas
carregando meu calvário diário
entre livros na estante
perco o sono num instante
pois a dor é um acinte...


sábado, 2 de março de 2013

CORAÇÃO NÃO SABE MENTIR

mesmo que os mistérios do universo
se oponham ao meu corrupto querer,
o desejo de mergulhar em mar revolto
não será banido do sonho vívido
ainda que o medo da luz me fascine
como um véu que reflete o vermelho
envolvido na tez engenhosa do ser
me fale que tenha todo o cuidado
preciso me alimentar desse veneno
que ataca minha alma esfumaçada

se a espera é agonia e eternidade
meu querer está prostrado a nós
quero que venha aos meus braços
eu duelarei com meus fantasmas
espalharei flores pelo caminho
para perfumar a física universal
e as mudanças virão sim cálidas
para celebrar em ti o jeito certo
de fazer todas as coisas em cores
que enfeitam o arco-íris daqui

sei o que está lá fora, os segredos
que tua névoa entoa na razão
sem vontade de achar em mim
os desvãos em contraluz cega
e eu que através do tempo amava
sem saber quem é o descobridor
que serve a luz, os cavaleiros
que servem terras salvas do fogo
serpenteando voltas eu sirvo a ti
pois o coração não sabe mentir

















segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

morte!!

não tenho medo da morte...
tenho medo dos ratos e sapos
ratos gostam de roer dinheiro
sapos só vivem a coaxar...
o medo é de viver da sorte...
de não poder voar em saltos
de não gritar o tempo inteiro
da noite que sobra ao luar...

e o tremor perante as linhas
do destino cravadas nas mãos
estaria o cruzar das minhas nas tuas
queria que se fundissem em pó...
hoje sonhei que falavas, que vinhas
que o querer teu percorria desvãos
sem saber que eram vias, eram ruas
da minha alma... mas acordei foi só... 

.......

aí foi que vi que já morri...




domingo, 24 de fevereiro de 2013

antropófaga

pra que vou me contentar com tudo
se tudo pra mim é pouco? é nada!!
poeta atormentada pelas angústias 
vindas das terras salvas da luz
esta poeta ama a contravenção 
a escuridão das trevas, dos claustros
alheios ao vindouro querer do mundo
que é um querer hipócrita ,ah sim é sim
não o quero pra minha estrada, meu caminho
falsear sentimentos é difícil, fácil são os intentos
corto arestas sinuosamente com serpente
vertiginosa, sinuosa, malemolente e cáustica
e a vida inobjeta... apenas antropógafa...
jamais vegetariana... pois minha carne treme 
perante a tua presença , a tua carne!!!
coffee or tea? white wine? 


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

SABOR VENENO, SABOR MERLOT

chove...chove... em minhas pupilas...
e lá me vem o vento soprar 
aquilo que tem de meu e teu...
vem vento leste... que me animas
e olhando pela janela a lua
que é minha e que é tua
que estará sempre iluminando
e receando não ser tocada
te doo meus versos imersos
no meu corrupto querer
e esse querer que é imenso
é louco, é pouco é tudo e nada...
a lua chora pela noite a dentro
cobrindo de vinho meu lamento
e lava a alma com sabor merlot
que sabor terás tu? hummm
sabor de amor? de pecado?
recado? recato? não!! recato não!!
tens sabor de veneno frutal!!
e me envenena as veias
me alimentas do mal...



terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

CONTRACULTURA

Meu corrupto querer 
está sempre prostrado
nos desvãos da máfia 
que afanou a minha beleza.
Minha vontade é alheia 
ao belo e a balela eterna,
que aviam, insistentemente,
todos os dias na minha venta 
ouriçada a curiosidade.
E pra quê isso? pra quê?
se nem tenho vontade
de querer , se nem devaneio
quero ter, ainda que tenha
vontades e devaneios
em vão! sim eu sei!
Ainda assim tenho a permissão 
de ser humano... não ser mestre...
de não me vender...
Ainda tenho pés... aleijados...
mas tenho , sim tenho pés
pra bater no chão!!
E vou continuar batendo
até que o vizinho demoníaco
do andar de baixo
chame a polícia celestial...





A FORÇA DE CHOPIN

Escutar Chopin me entristece
os veios carnívoros, maléficos
Me afaga o sopro vital, a alma,
me enlaça cegamente a garganta
Sinto pterodáctilos nas entranhas
E como se uma taturana bailasse
na minha cava bucal, é bom demais
Meu peito quase é morto
nem suspiro o ar poluto direito
É como se relaxasse calmamente
em uma dessas piscinas 
esquecidas em vias públicas 
Até esqueço das minhas tendências assassinas
e lembro quem sou na realidade...
Uma caminhante das lâminas prateadas 
de um velha navalha, bebendo merlot,
que gosta de notas florais
É bom demais escutar Chopin!


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

EU GOSTO DA VENTANIA

O cansaço é um fardo leve
pra quem tem vento nas ventas
e assopra no sentido norte
Se a fusão de rio e mar
que nos levam em direção
as terras salvas do clarão
fossem ventos?
Seria uma pororoca dos infernos
Ou seria uma tsunami??
Um tornado de forma máxima!!
Se pelo menos pudesse passar
pela Bahia em fevereiro,
também levassem junto uns bois
e algumas vacas...
Mas eu nunca vi uma vaca voadora...
Boi sim! Isso já vi 
e colorido ainda por cima
Eu gosto do vento!




O CASÓRIO DA JAGUATIRICA

A noiva é meio do lado avesso
E quem quiser ver a jaguatirica
Quem tiver coragem de um louco
Pode ir e comprar um tapa olho
Por que vai ter o olho vazado
E vamos marcar a data do casório
Ah, ainda não se decidiu? Não?
Hummm... E quem não para?
Se o mundo é burro, parar pra quê?
E as tais modas de viola,
No grande arraial eu vou comer raposas
E mesmo assim acordo homem do campo...
e a bosta do casório não saiu, 
Pobre do noivo!!
não tinha olhos para ver a sua amada 
Ela mesmo os comeu!

domingo, 3 de fevereiro de 2013

O Poeta e a Vênus

O poeta amando dissolveu sonhos
Lançando prazer em mares risonhos
Como ondas que a pupila inunda
os rios de paz cálida e profunda
Perdeu o medo, construiu a fantasia
com as cores do amor que valia
Ele refez os sonhos, construiu moinho
com as flores que colheu no caminho
dum jardim que emana rima e verso
plantado no seio do seu universo

Poeta fez arranjos compondo carícias
para constelar um lume de delícias
assim fez chorar estrelas em cortejos
enfeitiçar a Vênus dos seus desejos
Fez do colo de sua musa consolos
para minar seus devaneios tolos
Amou o ventre nu que a luz vigia
profanando a deusa em pura magia
Destrançaram um do outro, desgostos
cintilando o Éden no calor dos rostos

O Poeta e a Vênus trocaram corações
fundindo seus corpos e emoções
Libertando do peito o dolo ferido
pintando laços de um tom colorido
Lavou-se o céu com corpos ardentes
Como animais no cio, feras valentes
A alma dos corpos desfez tristezas
pra emanar um oceano de belezas
Corpos envoltos de cumplicidade
nos olhos um reflexo de felicidade






quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

PROSPECÇÃO DA MARGINÁLIA

Observando os degenerados
corações descompassados,
num sincretismo, criando cinismos
cito almas desalmadas

Efetuando, assim, pra mim,
suas insólitas analogias.
Ideias negligentes dos inteligentes 
emanam obras analíticas 
das essências etílicas 

Esgrimando e maquinando 
contra a máquina, 
com perna cambaleante
de quixote errante
que nunca se curva
segue com visão turva, 
sem escamoteadelas 
e velhas balelas

A marginália cata e desfaz ilusões
rompendo os corações comedidos
lançando no vale dos desvalidos.

A boemia não falha, é falida 
barganhando garrafas de bebida
nas tormentas de vida e calor
Eles têm tino para o amor,
o desespero e o destempero
Também tem a alegria e o dessabor...






quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

MEIA MENINA E MOÇA MOLECA É MINHA MULHER

Descansa em meia menina travessuras puras
Loucuras da única cabeça intensa, imensa, imersa
Faz curvas, dobra palavras, embaralha espasmos
por esquinas do universo dos versos imersos 
Revestidos em sopros sonoros de um vulto
expulsos de alma valente, ardente coração
como a deusa do espelho de Vênus, voraz.

Costura letras brincando de ser mais mulher 
amoldando razões corroídas sem esboçar emoções
Insiste em refazer ingênuos e geniosos desejos
Desiste da geração gasta, sendo ainda moleca
foge da consciência consternada pela lógica real
A matiz dos raios celestes cintila o ser que só quer ser
um caminhante das lâminas prateadas de uma navalha...










TOLA ALMA VORAZ

VOMITO AS VERDADES AOS VENTOS
FÉTIDAS FALÁCIAS NÃO FAVOREÇO
DESFAÇO LAÇOS, MEUS MOMENTOS
MIRANDO POR CAMINHOS ESQUEÇO

DOCES DELEITES, SUAVES VENENOS
INSANOS OS HONORÁRIOS, OS ÔNUS
MAZELAS DE SOLITÁRIOS TERRENOS
ÓPIO DOLOSO! OS LÁBIOS DA VÊNUS

LUZ,  LUCIDEZ, PONTES DO DESSABOR
BASTA! DIRIA SHAKESPEARE AMANDO
CHEGA DE RAZÃO, PRECISO DE AMOR
E COMO OS LOUCOS SIGO SONHANDO










quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

AROMA DE AURORA

Um cantar risonho em desejos para sonhar
Admirável mundo novo que vem encantar
Contornos vitais em aromas e notas adamadas
Laborados devaneios das manhãs ensolaradas
Gracejos dos ares aos meus cabelos, minha tez
Soando o coro das aves nos ninhos da altivez

Me perco no cheiro das flores e sigo a poemar
Nada é salvo aos sentidos dum universo solar
Mistérios avulsos emanam matizes enluaradas
Luzes celestes assistem as entranhas cintiladas
Sonhos fortalecidos na mente em total calidez
Transmigração do sereno ser completou, se fez








terça-feira, 22 de janeiro de 2013

SEM COMPROMISSO

POETA VADIO, VAGADOR TROVADOR
ATURDIDA VOZ, VENTANIA, VÉUS, ILUSÕES
ATULHADA DE AMORES, MEDOS, MITOS
SENTIDO INVERSO, UNIVERSO ANIMAL

MAR DE PÓ EM VIELAS DE REALIDADE
RETRATO DITO ARQUÉTIPO HUMANO
GRITO CISMAS AO VENTO NORDESTE
VOAM EM SOLENE SOL, ARES, AURORA

AGUERRIDA EM SONHAR MARASMOS
"DESSONHO" VENCER MOINHOS DE FÉ
SOFISMAS, IRRACIONALIDADES, MALES
CANTO UM DESEJAR EM VELHOS VERSOS

COERÊNCIA BONITA, CASADA LÓGICA
PRINCIPIANDO A VOZ DOS DESEJOS
LARGO MIGALHAS PELO CAMINHO
BATO O PÉ DANÇANDO CANÇÕES AO CÉU








AMANDO PELO AVESSO

Em dias de cálida chuva há tormentas sem ventos
Nos lençóis há um degelo tórrido que em mim deságua
Súbitos são os serenos , letais venenos meus intentos
permeiam rios fervorosos do tédio, dor, ira e mágoa

Voltaire entoa meus pensamentos psicopatológicos
Distúrbios sedentos de nossos jogos e prosas vadias
dos desentendimentos, do subúrbio ideológico,
das saias levantadas, das palmadas, tudo que valia

Hoje te assassino em lembranças que mergulham 
no caos do esquecimento tardio, nas ruas da ilusão
Por que amaste tão mal? aqueles não te amam
Mas o atual, é um ato falho, me falta o coração

Um lume tão constelado, hoje, consternado, oco
Seco de pena, de luz... Um brinde ao dessabor, eu mereço!
Se ainda te doo estas minhas palavras, seu moço,
é que ainda amo! Continuo amando pelo avesso!!











domingo, 13 de janeiro de 2013

SEM TÍTULO E SEM SACO TAMBÉM

QUERO, POR FAVOR, SER AMADA
DA MANEIRA QUE INTERPRETO O AMOR
E SE COM TAL INTENTO NÃO FOR, 
O AGRADEÇO! MUITO OBRIGADA!

AINDA PREFIRO SEGUIR ASSIM
QUERO SER DONA DE MIM
SENDO MAL AMADA MAL FALADA
MAS COM A ALMA LAVADA

PREFIRO FICAR CÁ, NA SOLIDÃO...
SOZINHA, EM CALABOUÇOS MENTAIS
NOS CLAUSTROS LETAIS DA ESCURIDÃO
NA CORJA DOS DESVALIDOS ANORMAIS

SEM TER RELIGIÃO E POR QUE NÃO!
POR QUE TENHO QUE LEMBRAR DO PAI
PAI DE QUEM? DO NEGRO? DO ANCIÃO?
OU BRANCOS? RICOS? LINDOS? POR AÍ VAI..

POR QUE PRECISO DE FILHO, PRA GASTAR??
COM ALGUÉM QUE TERÁ A OBRIGAÇÃO
SOCIAL, DE MIM NA VELHICE CUIDAR??
ISSO MAIS ME PARECE UM NARCISISMO, NÃO?

POR QUE TENHO QUE LER FILOSOFIAS
BÍBLIAS, ROMANCES, ANTIGOS LEGADOS
PSICOLOGIAS?? ORAS... BASTA DE ANALOGIAS!!
NINGUÉM OLHA MESMO PRA QUEM ESTÁ AO LADO

E POR QUE TENHO QUER VIGIAR A VIDA ALHEIA
NÃO GOSTO DISSO, ATÉ PARECE UM PRECIPÍCIO
UMA VIDA DADA POR UM PAI QUE SACANEIA
VIVA ASSIM , VIVA POR MIM, É ESTE O PRINCÍPIO

AI MULHER, VOCÊ É LOUCA! VÁ AO ANALISTA!
MAS ISSO EU JÁ SOU! AINDA QUE EU EVITE...
É MELHOR FICAR SEM "ÔNUS" NO MEU PONTO DE VISTA
SEM FILHOS AMORES, E UM DEUS QUE NEM ME ASSISTE!!!

AH! PRO INFERNO... TALVEZ SEJA LEGAL LÁ...
MAS ACHO QUE NEM ISSO HÁ... 
PELO MENOS AINDA TENHO O "CHICO BUARQUE"...





sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Os Genes dos Gênios

O que vós tens? O que são os genes dos gênios...?
Geniosos gênios, ingênuos, amenos...
Olhares, milhares, fugazes, afáveis
Seus loucos de pedra!! Poetas Malditos!! Bandidos!!
Benditos Gênios!! Geniosos Geniais
Animais de Alma Valente!!
O que vós tens na mente??
O que vós tens em vossos genes??
Como foi feita essa construção?? Com emoção??
Onde está a desconstrução dos Canais Antológicos??
Analógicos, Antigos, Anacrônicos, Sinfônicos...
Ruidosos, Caudalosos, Valiosos,
Em ''rebordosos'' corações, sem emoções
Depende da hora, das horas... Oras...
Quem nunca viu um louco Quixote gritando, lutando
contra os seus moinhos de ventos intrínsecos,
secos em seus ecos na alma seca de vaidade??
Na minha idade, na realidade sou tudo e nada...
Amada e desalmada... desbocada... aloucada... adocicada...
Mas isso não me faz um gênio, com os malditos genes
Apenas há inveja deles... Os grande heróis da humanidade
Ai que saudade que me deu... do tempo
que eu bailava, flutuava sobre os pés do velho avô
Achava que era tal qual eles . Ah aqueles...
Os Gênios Geniosos da Genialidade sub-sobre-humana...
Mas ainda me sobra o "cantar" no peito rasgado... Uns escritos vagabundos... e um violino que nem sei ainda tocar... E roda onde dançar...






PIPOQUINHA - PARTE II

Uns filmes legais...
O que há de interessante em comum são os comportamentos intempestivos dos artistas envoltos nas tramas.
Acho que embasado em uma ótica da "psico-neurociência", poderia ser um gene em comum...
O Gene dos Gênios!
Hummm isso dará um belo escrito... 










terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O Vale dos Menestréis

Nem eu sei se nasci menestrel 
no papel descobri que vale voar sem asas
nas asas da imaginação, e por que não?
E me juntando ao Vale dos Menestréis
Um dia eu disse que o som que emana do Violino 
é como o véu de um murmuro, um sussurro fiel da alma de lama
expurgando os fantasmas do ócio das entranhas lunáticas 
Fantásticas fabulosas sonatas intergalácticas
Entre mim e Paganini , aí ninguém paga as fábulas
As fábulas celestiais, lá no céu de vento, que nem céu pode ser
Mas Rachmaninoff se ouve em silêncio rompendo o ar...
e as montanhas... o barulho das caudalosas nascentes de um escrito finito
Infindo é o Vale dos Menestréis...
Vale onde ser aceito nem vale tanta coisa
E ainda que eu seja maluca em fase de desmalucamento 
apenas lamento o fato de nem nascer um Mágico Menestrel...


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Zimbo Trio - Atrás Da Porta (Chico Buarque)



Atrás da Porta
Chico Buarque

Quando olhaste bem nos olhos meus
E o teu olhar era de adeus
Juro que não acreditei, eu te estranhei
Me debrucei sobre teu corpo e duvidei
E me arrastei e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
No teu peito, teu pijama
Nos teus pés ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho
Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que ainda sou tua...


domingo, 6 de janeiro de 2013

OLHAR SOBRE CARL RICHARD S JOHNSON

O QUE É ARTE?

ARTE É A CAPACIDADE DE MANIPULAR "O POUCO" E ASSIM FAZÊ-LO CRESCER...
AFINAL, QUANTO CUSTA UMA TELA, UNS PINCÉIS E ALGUMAS NUANCES DE TINTA?? 
CUSTA "POUCO"!!
E COM POUCO CARL RICHARD FEZ MUITO... MUITO MAIS QUE ALGUMAS TELAS. ELE CONSEGUIU RETER EM UM ESPAÇO LIMITADO A ESSÊNCIA DO BELO DA MULHER... DA SIMPLICIDADE DO SER FEMININO...





















BORBOLETAS NA JANELA




BORBOLETAS NA JANELA

ASSIM QUE ACORDEI, ABRI TODAS AS JANELAS

E OLHA SÓ, BORBOLETAS... LÁ ESTAVAM ELAS

UM POUCO BRANCAS, VERDES E MEIO AMARELAS

TÃO GRACIOSAS, TÃO DELICADAS, TÃO BELAS

QUIS ATÉ PEGÁ-LAS, MAS SEM MUITAS CAUTELAS

NEM CONSEGUI ME TORNAR TOTAL DONA DELAS

E PENSANDO UM POUQUINHO NESSAS MAZELAS

NÃO É JUSTO ME EMPOSSAR DA VIDA DAQUELAS

QUE FAZEM AS MANHÃS DE DOMINGO SINGELAS

ASSIM AS DEIXEI IR! BORBOLETAS, QUÃO BELAS!

ELAS SABEM VIVER, APENAS VIVEM A VIDA DELAS

VIVEM A VOAR SEM MEDO, EM MINHAS JANELAS,

PARECENDO UM PINTURA DIVINA, SEM TELAS...

sábado, 5 de janeiro de 2013

PAULINHO PEDRA AZUL - " Olhar de Juliana"

Parafraseando o nosso nem tão querido LULA
Nunca na história deste país...rsrs
Eu tive ciência de uma canção tão, mas tão parecida com este SER sem voz que vos fala...
Um SER que vive com a cabeça na LUA, na dispersão do abstrato,
na fuga da razão, no inconsciente arquétipo...
Enfim... SENDO UM SER, QUE SER NENHUM SABERIA DIZER SE É SER
OU SE SER NEM SER SERÁ...


NA ROTA DA DISPERSÃO DO SER QUE QUERO...





Ainda que seja tarde e me falte verdade
Na rota de ilusão traço meu desejo de sonhar
Assim passo as tardes em sofreguidão e saudade
Na ávida precisão de querer o ócio de amar

Enquanto eu não descobrir o sentido  do ar
Na dispersão das estrelas sem luminosidade
Sem a vivaz nota da magia do calor solar
A razão perde-se da intuição, perde-se a idade

Dividindo a solução em agonia e eternidade
E sem perceber haverá a festa, vamos cantar
Mas os cães ladrarão sem euforia, sem maldade
Apenas pelo efêmero e enfadonho ato de ladrar

É sempre assim com doze mistérios a sondar
A ferida dos lazarentos mentais sem iniquidade
Pois as sombras de seus corações foram se alinhar
Na linha dos desvalidos da beira da insanidade




Alceu Valença - Romance da Bela Inês

Olhando em um espelho uma Mulher é capaz de enxergar o SER interior
Ela sabe que nos olhos há  grandes verdades e incontáveis ilusões
E assim ela mergulha na imensidão dos seus terrenos...
Vê que suas asas a levam para voar no Alem-Mar
Ainda que seus pés inválidos a retenha em Porto Seguro...


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O LIVRO DE OURO DA MITOLOGIA


O QUE SÃO OS MITOS?

SÃO MENTIRAS QUE SERVEM PARA NOS ENSINAR UM LIÇÃO!
UM SOFISMA, UMA MENTIRA MASCARADA DE VERDADE!
E QUAL É A MELHOR MANEIRA DE ENSINAR UMA CRIANÇA, SENÃO
COM MITOS?
NOS TEMPOS DA GRÉCIA ARCAICA TODAS AS CRIANÇAS SABIAM A ILÍADA "DE COR" = DE CORAÇÃO...
E ESTE LIVRO FALA ISSO, MITOS, QUE DEVEM SIM, SE MOLDAR AO TEMPO, POR QUE NÃO?
MAS JAMAIS , ENDOSSO, JAMAIS SEREM TRANSFIGURADAS, DETURPADAS EM SUA ESSÊNCIA!!
ESSÊNCIA ESSA QUE É DE ENSINAR A ARTE DE VIVER E AMAR!!




Aimi Kobayashi & Chopin


    Aimi Kobayashi

Uma virtuose

Desde a mais tenra idade sente a música...
Vive a música em toda a sua plenitude 
Como um sublime sopro transcendental...
Coroado ao som de Chopin!


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

SER ALADO


      


SE EU TIVER UM PAR DE ASAS
VERIA A PORTA SE ABRIR E SAIR A SEDE
NO VENTRE DA TERRA O SOL ALUCINADO DESCANSA
COM BOCA E OLHOS IMPACIENTE EM CREPUSCULAR
E DO MOTIVO QUE SEJA MÁGICO E SEM INSPIRAÇÃO
COMO A ENGENHARIA  DO VÔO DO BESOURO
A CAPABILIDADE DE SER SEM AMAR A CHUVA
A LUTA DAS ÁGUAS MORTIFICANDO A ROCHA
POR BRILHO DA SIMPLICIDADE DO SIM
E POR INCISÃO METICULOSA DA NEGATIVA
AINDA ASSIM EU VOARIA COM ELAS
E SE FOREM DE CERA , COMO AS DE ÍCARO
E POR MAIS VIRGINAL QUE FOR A DOR
DE NÃO PODER ADMIRAR O ASTRO-REI
EU VOARIA, E VOARIA COMO UMA GAIVOTA
VOARIA NA PLENITUDE DO SER VOADOR
NA CONTEMPLAÇÃO EFÊMERA DE SER ALADO...

IR-SE-A O SONHO PRESO NO SENTIDO


         

E QUANDO EU NÃO VOLTAR
DIGO A MIM QUE NÃO VÁ
NA AMARGURA DA RAZÃO
MEU ÂMAGO VAI SECAR
E AS ESTRELAS, POBRES, TÃO AMADAS
TÃO VENERADAS, TÃO ATROZES
DEIXEM-AS EM PAZ
TUDO É ILUSÃO, APENAS CÉU
E NO SENTIDO ÁVIDO DA VERDADE
POR AÍ SE ACABAR A CANOA
DO RIO DAS RUAS DESCONEXAS
PERDER-SE-A O VÔO DAS SERPENTES
E NADA NEM NINGUÉM PARTIU...
DIGA DEPRESSA QUE QUANDO EU
FICAR NA LIRA DO ABSTRATO
NO ENTARDACER DO SONHO DESEJO
A MINHA IDADE DA RAZÃO ACABOU.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

PIPOQUINHA - Parte I

Filme sobre a Nona de Beethoven e tudo o que cercou a sinfonia.
O desejo proibido, a ira de um desencontro, o dessabor da ausência da sua verdadeira amada...
Enfim, o que fez a sinfonia ser de tão rara beleza!!



Link do filme completo: http://www.youtube.com/watch?v=BnvwMxsrrRE

Cândido Ou Otimismo - Voltaire


                                      Uma obra realmente muito boa!

             Sem dissertação, sem narrativa da minha parte! Apenas uma observação, ou questão: Pelo qual motivo devemos que temer e nos ater as leis, as regras sendo que cada um de nós somos diferentes, com pontos de vista de diferente, com necessidades diferentes...??? 

            Mas há uma Apresentação Nélson Jahr Garcia que é muito boa!


“Cândido” é uma das obras mais conhecidas de Voltaire.
O texto contrapõe ingenuidade e esperteza, desprendimento e ganância, caridade e egoísmo, delicadeza e violência, amor e ódio. Tudo isso mesclado com discussões filosóficas sobre causas e efeitos, razão suficiente, ética.
Como sempre Voltaire expõe suas concepções com fina ironia, sem abandonar o sarcasmo de quando em vez. O romance, em todos e cada um dos seus parágrafos, caracteriza-se como uma sátira às idéias de Leibnitz.
Leibnitz afirmara, pelo menos assim entendeu Voltaire, que o mundo é o melhor possível, que Deus não poderia ter construído outro e que tudo corria às mil maravilhas.
Voltaire não podia partilhar dessa mesma visão otimista, suas idéias tinham resultado em prisões e perseguições a tal ponto que, por volta de 1753, já não podia fixar-se, sem risco, em lugar algum da Europa.
Cândido foi expulso de onde morava, foi preso e torturado, perdeu sua amada, seus melhores amigos; em todos os casos com requintes de crueldade. Mas a cada um desses fatos, meditava sobre como explicar o melhor dos mundos possíveis, sempre com deboche mais ou menos sutil.
Como é peculiar a todos os seus trabalhos,o filósofo também criticou acidamente os costumes, a cultura, as artes.
Sobre as relações entre sexos, uma passagem merece ser mencionada:
“Um dia, em que passeava nas proximidades do castelo, pelo pequeno bosque a que chamavam parque, Cunegundes viu entre as moitas o doutor Pangloss que estava dando uma lição de física experimental à camareira de sua mãe, moreninha muito bonita e dócil. Como a senhorita Cunegundes tivesse grande inclinação para as ciências, observou, sem respirar, as repetidas experiências de que foi testemunha; viu com toda a clareza a razão suficiente do doutor, os efeitos e as causas, e regressou toda agitada e pensativa, cheia do desejo de se tornar sábia, e pensando que bem poderia ela ser a razão suficiente do jovem Cândido, o qual também podia ser a sua.”
Nem mesmo as falcatruas das manufaturas européias ficaram esquecidas:
“...levou-o para casa, limpou-o, deu-lhe pão e cerveja, presenteou-o com dois florins, e até quis ensinar-lhe a trabalhar na sua manufatura de tecidos da Pérsia fabricados na Holanda.”
Sugestiva é a menção sobre a recompensa divina para o mal menor:
“Tínhamos um imame muito devoto e compassivo, que lhes pregou um belo sermão, persuadindo-os a que não nos matassem.
— Cortai – disse ele – apenas uma nádega a cada uma dessas damas, e com isso vos regalareis. Se for necessário mais, tereis outro tanto daqui a alguns dias. Deus recompensará tão caridosa ação, e sereis socorridos.”
Não faltou a referência à relação entre exploradores e explorados, e à hipocrisia dos poderosos.
“Já estiveste então no Paraguai? – indagou Cândido.
— É verdade. Servi de fâmulo no colégio de Assunção, e conheço o governo dos Padres como conheço as ruas de Cádiz. É uma coisa admirável esse governo. O reino já tem mais de trezentas léguas de diâmetro; é dividido em trinta províncias. Os padres ali têm tudo, e o povo nada; é a obra prima da razão e da justiça. Quanto a mim, não conheço nada mais divino do que os Padres, que aqui fazem guerra ao rei de Espanha e ao rei de Portugal, e que na Europa confessam esses reis; que aqui matam espanhóis e em Madrid os mandam para o céu: isto me encanta.”
E com que graça se refere à simplicidade da riqueza e do luxo:
“Entraram numa casa muito simples, pois a porta era apenas de prata e as salas modestamente revestidas de ouro, mas tudo trabalhado com tanto gosto que nada ficavam a dever aos mais ricos lambris. A antecâmara, na verdade, era incrustada somente de esmeraldas e rubis; mas a harmonia do conjunto compensava de sobra essa extrema simplicidade.”
O respeitabilíssimo Homero não escapou das farpas:
“Cândido, ao ver um Homero magnificamente encadernado, elogiou o ilustríssimo quanto ao seu bom gosto.
— Eis – disse ele – um livro que fazia as delícias do grande Pangloss, o maior filósofo da Alemanha.
— Pois não faz as minhas – disse friamente Pococurante. – Fizeram-me acreditar outrora que eu sentia prazer em lê-lo; mas essa repetição contínua de combates que todos se assemelham, esses deuses que agem sempre para nada fazer de decisivo, essa Helena que é o motivo da guerra e que mal entra na peça; essa Tróia que cercam e não tomam, tudo isso me causava um mortal aborrecimento. Perguntei a eruditos se eles se aborreciam tanto quanto eu nessa leitura. Os que eram sinceros confessaram-me que o livro lhes tombava das mãos, mas que sempre era preciso tê-lo na biblioteca, como um monumento da Antigüidade, é como essas moedas enferrujadas que não podem circular.”
Foi nesse romance que Voltaire escreveu uma de suas mais célebres frases. Após ouvir uma breve dissertação sobre o perigo das grandezas, que todos os acontecimentos estavam devidamente encadeados no melhor dos mundos possíveis, que todo o sofrimento de Cândido acabara por reverter em benefícios, Cândido, candidamente, respondeu:
“— Tudo isso está bem dito... mas devemos cultivar nosso jardim.”


Ever So Lonely/Eyes/Ocean - Sheila Chandra

Esta música é quase uma "morte"...
Te faz sair do corpo, se perder na imensidão do universo do "SER"





Tradução da letra


Sempre tão solitário
Sempre tão solitário sem você
Sempre tão solitário

Afundando em seus olhos

E tudo que eu vejo
O amor é um oceano e você para mim

Afundando em seus olhos

seus olhos
São tudo que eu vejo
Seu amor é um oceano

Um oceano se recusa nenhum rio

Sempre tão solitário
Um oceano se recusa nenhum rio
Esperando o momento
Quando pode ser
sós
Sozinho juntos eternamente

O oceano, o oceano se recusa nenhum rio

O oceano, o oceano se recusa nenhum rio
Sempre tão solitário
Sempre tão solitário sem você
seu oceano
Seu oceano recusa nenhum rio