terça-feira, 3 de setembro de 2013

Habitué da Lua

Quero Nave Mãe, talvez até manhã...
A manha de anjo para sonhar
Quero sonho... Querubim sonhador
Quero sair, enfim, pelo ar
Ter asas, quem sabe? Pode voar!
Talvez um pterodáctilo, borboletas...
Tomar whisky com marcianos
Andar de alma nua ao redor do universo
Plantar girassóis, versos solares
Amanhecer na lua contemplando as estrelas
Contando as primeiras grandezas universais
Como supernova que ouve pela primeira vez
"Sonata ao Luar" de um... " Não sei de onde"!
Talvez lá da rua...Não sei...
Só sei que sou Habitué da Lua...
Sou um puro-sangue de sonhador!!




quinta-feira, 25 de julho de 2013

Verso Universal

Hoje eu quis te compor
um belo verso musical
nem sabe o que fiz, amor
fiz um singelo madrigal
quis roubar a lua em favor
desse meu canto marginal
e ele surgiu com primor
nos tons da aurora boreal
era sábio, sonoro e acolhedor
como sonhos de uma vestal

E construí como um sonhador,
nele cantei teu olhar animal
que me evocam com ardor
cantei meu desejo atemporal
que o tempo desfez em dor
ele é teu Deus angelical...








quinta-feira, 7 de março de 2013

beija- flor

Desce, desce beija-flor
vem pousar no meu ombro, amor
e me conta ao pé do ouvido
vem contar tuas feridas
que uma flor se trancou
nesse corpo, jamais desabrochou
que tu dormes nos aposentos
do desencanto floral
E que eu, sou tua vida
Sou teu som, sou Margarida

Sou teu orvalho matinal
tua morada, teu amor final
Diz pra mim beija-flor
que só serás outra vez templo
se sou tua varanda, jardim
Que sem mim é tudo irreal
Me conta tuas desventuras
pelas alturas da vida, enfim
E que nossa alma é rosa 
E nosso arco-iris é jasmim


segunda-feira, 4 de março de 2013

choro

O céu negro vem aproximar 
já sem luar, a noite em desmaio, 
primeiros raios reluzem solidão
o dia sangrando como orvalho
ardendo a dor que levou
meu amor, ilusão, eu chorei
fiquei sem dançar sob o sol 
o oceano de flores mortas
em horizonte de uma nota
coloria a triste imensidão
foi quando saudade me abateu
nascem flores chorosas
na olhar meu, no amar meu
sigo meu canto tristemente
cantando para o nada sempre
espalhado em cinzas amorosas
carregando meu calvário diário
entre livros na estante
perco o sono num instante
pois a dor é um acinte...


sábado, 2 de março de 2013

CORAÇÃO NÃO SABE MENTIR

mesmo que os mistérios do universo
se oponham ao meu corrupto querer,
o desejo de mergulhar em mar revolto
não será banido do sonho vívido
ainda que o medo da luz me fascine
como um véu que reflete o vermelho
envolvido na tez engenhosa do ser
me fale que tenha todo o cuidado
preciso me alimentar desse veneno
que ataca minha alma esfumaçada

se a espera é agonia e eternidade
meu querer está prostrado a nós
quero que venha aos meus braços
eu duelarei com meus fantasmas
espalharei flores pelo caminho
para perfumar a física universal
e as mudanças virão sim cálidas
para celebrar em ti o jeito certo
de fazer todas as coisas em cores
que enfeitam o arco-íris daqui

sei o que está lá fora, os segredos
que tua névoa entoa na razão
sem vontade de achar em mim
os desvãos em contraluz cega
e eu que através do tempo amava
sem saber quem é o descobridor
que serve a luz, os cavaleiros
que servem terras salvas do fogo
serpenteando voltas eu sirvo a ti
pois o coração não sabe mentir

















segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

morte!!

não tenho medo da morte...
tenho medo dos ratos e sapos
ratos gostam de roer dinheiro
sapos só vivem a coaxar...
o medo é de viver da sorte...
de não poder voar em saltos
de não gritar o tempo inteiro
da noite que sobra ao luar...

e o tremor perante as linhas
do destino cravadas nas mãos
estaria o cruzar das minhas nas tuas
queria que se fundissem em pó...
hoje sonhei que falavas, que vinhas
que o querer teu percorria desvãos
sem saber que eram vias, eram ruas
da minha alma... mas acordei foi só... 

.......

aí foi que vi que já morri...




domingo, 24 de fevereiro de 2013

antropófaga

pra que vou me contentar com tudo
se tudo pra mim é pouco? é nada!!
poeta atormentada pelas angústias 
vindas das terras salvas da luz
esta poeta ama a contravenção 
a escuridão das trevas, dos claustros
alheios ao vindouro querer do mundo
que é um querer hipócrita ,ah sim é sim
não o quero pra minha estrada, meu caminho
falsear sentimentos é difícil, fácil são os intentos
corto arestas sinuosamente com serpente
vertiginosa, sinuosa, malemolente e cáustica
e a vida inobjeta... apenas antropógafa...
jamais vegetariana... pois minha carne treme 
perante a tua presença , a tua carne!!!
coffee or tea? white wine?