não tenho medo da morte...
tenho medo dos ratos e sapos
ratos gostam de roer dinheiro
sapos só vivem a coaxar...
o medo é de viver da sorte...
de não poder voar em saltos
de não gritar o tempo inteiro
da noite que sobra ao luar...
e o tremor perante as linhas
do destino cravadas nas mãos
estaria o cruzar das minhas nas tuas
queria que se fundissem em pó...
hoje sonhei que falavas, que vinhas
que o querer teu percorria desvãos
sem saber que eram vias, eram ruas
da minha alma... mas acordei foi só...
.......
aí foi que vi que já morri...

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