Observando os degenerados
corações descompassados,
num sincretismo, criando cinismos
cito almas desalmadas
Efetuando, assim, pra mim,
suas insólitas analogias.
Ideias negligentes dos inteligentes
emanam obras analíticas
das essências etílicas
Esgrimando e maquinando
contra a máquina,
com perna cambaleante
de quixote errante
que nunca se curva
segue com visão turva,
sem escamoteadelas
e velhas balelas
A marginália cata e desfaz ilusões
rompendo os corações comedidos
lançando no vale dos desvalidos.
A boemia não falha, é falida
barganhando garrafas de bebida
nas tormentas de vida e calor
Eles têm tino para o amor,
o desespero e o destempero
Também tem a alegria e o dessabor...
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