terça-feira, 22 de janeiro de 2013

AMANDO PELO AVESSO

Em dias de cálida chuva há tormentas sem ventos
Nos lençóis há um degelo tórrido que em mim deságua
Súbitos são os serenos , letais venenos meus intentos
permeiam rios fervorosos do tédio, dor, ira e mágoa

Voltaire entoa meus pensamentos psicopatológicos
Distúrbios sedentos de nossos jogos e prosas vadias
dos desentendimentos, do subúrbio ideológico,
das saias levantadas, das palmadas, tudo que valia

Hoje te assassino em lembranças que mergulham 
no caos do esquecimento tardio, nas ruas da ilusão
Por que amaste tão mal? aqueles não te amam
Mas o atual, é um ato falho, me falta o coração

Um lume tão constelado, hoje, consternado, oco
Seco de pena, de luz... Um brinde ao dessabor, eu mereço!
Se ainda te doo estas minhas palavras, seu moço,
é que ainda amo! Continuo amando pelo avesso!!











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