Nem eu sei se nasci menestrel
no papel descobri que vale voar sem asas
nas asas da imaginação, e por que não?
E me juntando ao Vale dos Menestréis
Um dia eu disse que o som que emana do Violino
é como o véu de um murmuro, um sussurro fiel da alma de lama
expurgando os fantasmas do ócio das entranhas lunáticas
Fantásticas fabulosas sonatas intergalácticas
Entre mim e Paganini , aí ninguém paga as fábulas
As fábulas celestiais, lá no céu de vento, que nem céu pode ser
Mas Rachmaninoff se ouve em silêncio rompendo o ar...
e as montanhas... o barulho das caudalosas nascentes de um escrito finito
Infindo é o Vale dos Menestréis...
Vale onde ser aceito nem vale tanta coisa
E ainda que eu seja maluca em fase de desmalucamento
apenas lamento o fato de nem nascer um Mágico Menestrel...

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