O poeta amando dissolveu sonhos
Lançando prazer em mares risonhos
Como ondas que a pupila inunda
os rios de paz cálida e profunda
Perdeu o medo, construiu a fantasia
com as cores do amor que valia
Ele refez os sonhos, construiu moinho
com as flores que colheu no caminho
dum jardim que emana rima e verso
plantado no seio do seu universo
Poeta fez arranjos compondo carícias
para constelar um lume de delícias
assim fez chorar estrelas em cortejos
enfeitiçar a Vênus dos seus desejos
Fez do colo de sua musa consolos
para minar seus devaneios tolos
Amou o ventre nu que a luz vigia
profanando a deusa em pura magia
Destrançaram um do outro, desgostos
cintilando o Éden no calor dos rostos
O Poeta e a Vênus trocaram corações
fundindo seus corpos e emoções
Libertando do peito o dolo ferido
pintando laços de um tom colorido
Lavou-se o céu com corpos ardentes
Como animais no cio, feras valentes
A alma dos corpos desfez tristezas
pra emanar um oceano de belezas
Corpos envoltos de cumplicidade
nos olhos um reflexo de felicidade
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Ôi, menina. Vim aqui te ler e gostei do que li. Acho que você precisa se soltar mais, deixar de ficar tão presa a regras e rimas. Poesias, textos, crônicas, whatever, é ritmo. Mas você tem balanço. Você tem punch. Você tem vontade (talvez a coisa mais importante). Você tem coragem e pode corrigir essas bobagens circunstancias. Beijão. Vou voltar aqui mais vezes, pra dar palpites.
ResponderExcluirAh sim vou rumar pra anarquia, que me faz mais feliz ;)
ResponderExcluirValeu seu sombra!