Escutar Chopin me entristece
os veios carnívoros, maléficos
Me afaga o sopro vital, a alma,
me enlaça cegamente a garganta
Sinto pterodáctilos nas entranhas
E como se uma taturana bailasse
na minha cava bucal, é bom demais
Meu peito quase é morto
nem suspiro o ar poluto direito
É como se relaxasse calmamente
em uma dessas piscinas
esquecidas em vias públicas
Até esqueço das minhas tendências assassinas
e lembro quem sou na realidade...
Uma caminhante das lâminas prateadas
de um velha navalha, bebendo merlot,
que gosta de notas florais
É bom demais escutar Chopin!

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