terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

CONTRACULTURA

Meu corrupto querer 
está sempre prostrado
nos desvãos da máfia 
que afanou a minha beleza.
Minha vontade é alheia 
ao belo e a balela eterna,
que aviam, insistentemente,
todos os dias na minha venta 
ouriçada a curiosidade.
E pra quê isso? pra quê?
se nem tenho vontade
de querer , se nem devaneio
quero ter, ainda que tenha
vontades e devaneios
em vão! sim eu sei!
Ainda assim tenho a permissão 
de ser humano... não ser mestre...
de não me vender...
Ainda tenho pés... aleijados...
mas tenho , sim tenho pés
pra bater no chão!!
E vou continuar batendo
até que o vizinho demoníaco
do andar de baixo
chame a polícia celestial...





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