Meu corrupto querer
está sempre prostrado
nos desvãos da máfia
que afanou a minha beleza.
Minha vontade é alheia
ao belo e a balela eterna,
que aviam, insistentemente,
todos os dias na minha venta
ouriçada a curiosidade.
E pra quê isso? pra quê?
se nem tenho vontade
de querer , se nem devaneio
quero ter, ainda que tenha
vontades e devaneios
em vão! sim eu sei!
Ainda assim tenho a permissão
de ser humano... não ser mestre...
de não me vender...
Ainda tenho pés... aleijados...
mas tenho , sim tenho pés
pra bater no chão!!
E vou continuar batendo
até que o vizinho demoníaco
do andar de baixo
chame a polícia celestial...

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